Panamericana - Entrevista


Blog Vitrola Verde

Entrevista com a banda Panamericana (Rio de Janeiro / RJ)

Editor: Cesar Gavin

Data: 20/07/2012

*Esta entrevista foi realizada quando a banda ainda não tinha nome

Charles Gavin (bateria), Chico Neves (produtor), Toni Platão (voz), Dado Villa-Lobos (guitarra), Dé Palmeira (baixo) e o músico convidado Caio Costa (teclado)

Diretamente do estúdio...

O rock brasileiro é surpreendente! Quatro ícones da música brasileira se juntaram para misturar suas experiências e formar uma nova banda. Dado Villa-Lobos (ex-Legião Urbana), Dé Palmeira (ex-Barão Vermelho), Charles Gavin (ex-Titãs) e o cantor Toni Platão (que também foi integrante da banda Hojerizah nos anos 80) estão com o tempo tomado pelo estúdio. A banda ainda não tem nome, pois está difícil a escolha. Surgiu até uma idéia da fã Sibelle Rieping na fan page de Charles Gavin (de uma campanha para sugestão de nomes), e já está fazendo efeito. Conversei com Toni, Charles e Dé por telefone. Infelizmente, Dado não estava no estúdio porque também está produzindo seu álbum solo.

Dado, Charles e Dé já tocaram juntos em 1993 na banda Fausto Fawcett e Falange Moulin Rouge. Tive a honra de trabalhar como roadie da banda naquela época.

Saiba agora como anda a carreira de todos eles e ainda o suingue do baixo do Dé Palmeira, a voz diferencial de Toni Platão, as melodias da guitarra de Dado Villa-Lobos, a acentuação da bateria de Charles Gavin.

"Por que não um show com versões brasileiras de rocks sulamericanos? Imediatamente a idéia foi aceita. Eu fiquei de falar com Dado, Paulo e com Charles" (Toni Platão)

Toni Platão e Dado Villa-Lobos. Foto: Acervo Dé Palmeira

Cesar Gavin (para Toni Platão): Como surgiu a idéia de montar essa banda? Toni Platão: A idéia da montagem dessa banda veio da cabeça do Paulo Mendonça (diretor geral do Canal Brasil). Ele me disse que estava incentivando há algum tempo o Charles, que trabalha com ele no Canal Brasil, para voltar a tocar. Ao mesmo tempo também achava que o Dado deveria estar nessa banda com o Charles. O Paulo Mendonça pensava quem poderia ser o vocalista, até me ver cantando com o Dado no tributo a Legião Urbana no Rock in Rio passado. Aí, o Carlinhos Wanderley (gerente de produção do Canal Brasil) me ligou e disse que queriam me encontrar para um papo sobre um show com o Charles e Dado, que seria gravado e viraria um dvd. Eu já tinha gravado meu premiado dvd "Pros Que Estão Em Casa" com eles em 2009. São parceiros queridos e lógico que fui. O encontro foi um

almoço com Paulo, Carlinhos e André Saddy (gerente de marketing e projetos). Depois de muito papo sobre o que poderia ser feito, o que poderíamos tocar e qual seria a banda, me lembrei do Carlos Taran (empresário) me falando em Montevidéo que eu deveria fazer um disco com versões em português de rock uruguaio. Juntei os fatos e propus: por que não um show com versões brasileiras de rocks sulamericanos, um rico universo aqui do lado ignorado solenemente por nosotros? Imediatamente a idéia foi aceita. Eu fiquei de falar com Dado, Paulo e com Charles.

O nome do Dé para tocar baixo foi o primeiro que veio à minha cabeça, assim como do Charles e do Dado.

O Charles ligou pro Dé e daí o resto você já sabe.

Banda gravando. Acervo: Dé Palmeira

Cesar Gavin (para Dé Palmeira): E agora o que vocês estão ensaiando e gravando?

Dé Palmeira: São músicas do cancioneiro latino-americano. Estamos trabalhando no repertório do cone sul (Uruguai, Chile e Argentina). São versões. Traduzimos e às vezes versionamos. É um repertório diversificado, o que não acontece com eles. Artistas sulamericanos conhecem os artistas brasileiros, mas não versionam para a língua espanhola.

Cesar Gavin: Como está o repertório? Quais artistas vocês estão regravando?

Dé Palmeira: Tem muitos! O argentinos Fito Paez, Babasonicos, Charly Garcia, Pedro Aznar, o uruguaio La Vella Puerca, entre outros. Charles Gavin: Tem também o grupo uruguaio No Te Vá Gustar. Cesar Gavin: Como está o processo de criação? Dé Palmeira: Ah... está ótimo! Somos muito amigos e estamos afiados, com espírito aberto. Estamos gravando um CD. Já gravamos 6 faixas e estamos preparando mais seis. A produção está sendo feita por Chico Neves.

"Estamos nos descobrindo e experimentando... estou mudando meu jeito de tocar" (Charles Gavin)

Gravando vocais. Acervo: Dé Palmeira

Cesar Gavin (para Dé Palmeira): E agora o que vocês estão ensaiando e gravando?

Dé Palmeira: São músicas do cancioneiro latino-americano. Estamos trabalhando no repertório do cone sul (Uruguai, Chile e Argentina). São versões. Traduzimos e às vezes versionamos. É um repertório diversificado, o que não acontece com eles. Artistas sulamericanos conhecem os artistas brasileiros, mas não versionam para a língua espanhola.

Cesar Gavin: Como está o repertório? Quais artistas vocês estão regravando?

Dé Palmeira: Tem muitos! O argentinos Fito Paez, Babasonicos, Charly Garcia, Pedro Aznar, o uruguaio La Vella Puerca, entre outros.

Charles Gavin: Tem também o grupo uruguaio No Te Vá Gustar.

Cesar Gavin: Como está o processo de criação?

Dé Palmeira: Ah... está ótimo! Somos muito amigos e estamos afiados, com espírito aberto. Estamos gravando um CD. Já gravamos 6 faixas e estamos preparando mais seis. A produção está sendo feita por Chico Neves.

"Estamos nos descobrindo e experimentando... estou mudando meu jeito de tocar" (Charles Gavin)

Cesar Gavin (para Charles Gavin): Eu vi que você postou na internet um set de bateria mais básico. Por que? Sua concepção musical mudou após sua saída dos Titãs?

Charles Gavin: Eu estou usando um set mais "econômico" porque acho que é mais adequado para o som que estamos fazendo neste momento. Quanto à minha concepção, sempre muda. Estou mudando meu jeito de tocar, inclusive por ser um repertório bem diferente de que eu tocava com os Titãs.

"Terão duas músicas inéditas" (Dé Palmeira sobre o relançamento do primeiro disco do Barão Vermelho)

Cesar Gavin (para Dé Palmeira): Eu sei que você está participando da comemoração de 30 do Barão Vermelho. Pode adiantar alguma novidade?

Dé Palmeira: Estou participando do relançamento do primeiro disco da banda. Estamos remixando e sairá com 2 faixas inéditas, que não entraram no disco na época. Inclusive uma delas é "Down em Mim" em espanhol. Usaremos a voz do Cazuza e gravaremos na mesma formação nos dias de hoje. Quantos aos shows, participarei de alguns no Rio, quando tiver.

Cesar Gavin (para Dé Palmeira): E sua carreira de produtor, quem você anda produzindo?

Dé Palmeira: Estou produzindo o projeto "Arca de Nóe" (baseado no disco que saiu nos anos 80 com poemas do Vinícius de Moraes). Acredito que em março do ano que vem estará tudo pronto. Teremos a participação de Ivete Sangalo, Adriana Calcanhoto, Erasmo Carlos e Arnaldo Antunes. Serão acrescentados poemas inéditos do Cid Campos, um da minha autoria e outro da Adriana Calcanhoto.

Cesar Gavin (para Toni Platão): Como você está conciliando sua carreira solo?

Toni Platão: Venho no último ano compondo só pela primeira vez, tenho umas nove canções pré produzidas por me, myself and I em casa e, juntando com outras inéditas que recebi. Comecei a gravar com o Berna Ceppas, que está produzindo. Temos cinco faixas já praticamente gravadas e em processo de finalização. Depois devo gravar mais umas seis, sete... é pro ano que vem. Deve chamar-se Labor Omnia Vincit (L.O.V.).

Cesar Gavin (para Charles Gavin): Recentemente o álbum "Cabeça Dinossauro" dos Titãs foi relançado. Este disco pra mim ainda é um ícone da música brasileira. O que você pode dizer deste relançamento?

Charles Gavin: Eu guardei por anos a demotape e muitas fotos. Isso possibilitou incluir nessa reedição. Sem dúvida, é um disco muito bom e importante da nossa música.

Cesar Gavin (para Charles Gavin): Ouvindo a demotape novamente (que saiu junto na reedição), percebi que os arranjos das músicas estavam bem próximas do disco finalizado. O Liminha mexeu mais nos timbres?

Charles Gavin: Exatamente, o Liminha pegou o repertório, que já estava bem encaminhado, recriou algumas coisas e mexeu em toda timbragem.

Cesar Gavin (para Charles Gavin): O álbum "Cabeça Dinossauro" é o disco que te deu mais prazer em fazer ao lado dos Titãs?

Charles Gavin: Bem... pra mim foi o álbum Acústico MTV, porque foi uma releitura de toda nossa obra na época. Tanto a gravação, quanto a turnê nos possibilitou tocar com músicos de outro seguimento, isto é, a cena erudita. Foi muito prazeroso. Excursionamos com 11 músicos.

Acervo: Charles Gavin

Cesar Gavin (para Charles Gavin): O programa Som do Vinil, que você apresenta está na sexta temporada, mas você tem outros projetos de produção e documentário. Pode contar um pouco?

Charles Gavin: Bem, eu produzi o disco da banda Canastra. Estamos em processo de negociação para licenciamento do disco. Acredito que o álbum sai este ano. Estou dirigindo e apresentando também um documentário da música do Pará, que está ainda sem previsão de exibição. Quanto ao Som do Vinil, gravei recentemente com os Paralamas do Sucesso (para o episódio do disco "Selvagem") e com a Adriana Calcanho (para o episódio "Micróbio do Samba").

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